Idoso passa a morar na rua após operação de despejo na Cracolândia

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Um homem de 73 anos passou a morar na rua depois que a Prefeitura de São Paulo lacrou a região da Cracolândia. O idoso José Aparecido Nogueira dormia há três anos em um hotel, onde pagava uma mensalidade de R$ 350.

Por não ter dinheiro para pagar um outro espaço, ele passou a dormir na calçada da Avenida Paulista. Em entrevista à Agência Brasil, José contou que dorme debaixo da marquise de um bar.

Estou dormindo na marquise da farmácia ou na marquise do bar. Estou passando as noites ali, com duas cobertas”, conta o idoso.

Demolições proibidas

Após derrubar um imóvel sem que tivesse sido evacuado, uma decisão do juiz Luís Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara de Fazenda Pública, proibiu a prefeitura de continuar com as remoções sem o cadastramento prévio dos moradores.

Após o episódio, a Secretaria Municipal de Habitação informou ter cadastrado mais de 270 famílias na região.

Dispersão dos usuários

As ações de evacuação da região da Cracolândia repercutiram na mídia nas últimas semanas. Após a pressão feita na Rua Helvétia, os usuários de drogas e os moradores de rua se espalharam para outros pontos da cidade.

Não tenho como pagar

Enquanto isso, o senhor José relembra a antiga habitação e conta que com um salário mínimo é impossível pagar um outro local para morar.
“Um quartinho simpático, confortável. Tinha banheiro privativo, chuveiro quente. Todo conforto e não pagava muito. Tem outros hotéis por ali, mas cobram demais”, comenta.

Próximo ao MASP

Na área próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) se concentram moradores em situação de rua. O governo estadual e a prefeitura dizem que a dispersão em grupos menores facilita as abordagens das equipes de saúde e assistência social.

Fonte: Agência Brasil

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