Comemore este Dia das Crianças relembrando alguns brinquedos clássicos

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Hoje, Dia das Crianças, o Vá de Cultura inicia uma série de matérias que falarão sobre os brinquedos que faziam a alegria da criançada antes dessa explosão tecnológica. Serão 10 artigos no total, um por dia, todos sobre os brinquedos mais nostálgicos, mas cada um com um foco específico em um grupo de brinquedos. A ordem será a seguinte: 12/10 Brinquedos Clássicos Parte I; 13/10 Brinquedos Clássicos Parte II; 14/10 Brinquedos Eletrônicos; 15/10 Brincadeiras; 16/10 Colecionáveis; 17/10 Especial Kinder Ovo; 18/10 Jogos de Tabuleiro; 19/10 Jogos Tradicionais; 20/10 Os Videogames e Games Antigos.

Será uma semana muito divertida aqui no Vá de Cultura, por isso, vamos logo começar a seleção de brinquedos deste primeiro artigo, e lembre-se, se sentir falta de algum, pode ser que ele apareça nas próximas publicações da série.

O foco desta primeira lista são os brinquedos clássicos, separamos esta listagem em duas partes. Eram esses brinquedos que faziam a alegria da molecada antes do tablet e do smartphone. Baixar APP? Nada disso. Mas enrolar a fieira no pião e passar a linha do pipa, do carretel para a lata de óleo, dava um trabalho razoável.

Pião de madeira

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Esse é um dos clássicos. Brincar com um pião não exige qualquer conhecimento tecnológico específico, apenas um pouco de habilidade, coordenação e paciência. Sim, porque dá um certo trabalho enrolar a fieira toda vez. Os piões clássicos eram feitos de madeira e tinham um prego na ponta. Para jogar o pião bastava enrolar a fieira (barbante) no brinquedo e jogá-lo ao chão. Há quem saiba fazer manobras com o pião, como pegá-lo do chão, jogá-lo para cima e outras acrobacias.

Pipa ou Papagaio

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O nome varia de acordo com a região do país. Soltar pipa era a atividade preferida de muitas crianças, e não só dos meninos. Meninas também soltavam pipa. Mais legal do que fazer o brinquedo voar era contruí-lo. Varetas de bambu, linha e papel de seda e cola branca. Eram horas e horas montando pipas, cada um com um desenho diferente. Fazer o treco voar era o passo final. E nem precisamos lembrar o quão frustrante eram os dias sem vento. No Brasil há uma forte cultura de disputa entre “pipeiros”. Os chamados rélos, são batalhas para ver qual pipa permanece no céu e qual terá sua linha cortada. O problema é que para brincar assim alguns soltadores de pipa utilizam o perigoso cerol (pasta de cola com vidro moído passada na linha), esse artificio deixa a linha cortante, como uma gilete, e as consequências não muito saudáveis disso levaram à proibição do uso do cerol.

Ioiô

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Este é um dos mais antigos brinquedos de que se tem notícia. Há registros de desenhos que mostram crianças brincando com ioiôs datados de 440 a.C.. Mas o destaque aqui é pra uma coleção de ioiô da qual você provavelmente irá lembrar. São os ioiôs da Coca Cola, aquela coleção que você trocava algumas tampinhas e uma grana por um desses brinquedos. Apesar de ser um brinquedo totalmente simples, existem hoje competições sérias de ioiô pelo mundo, e até profissionais sérios que vivem dessa arte. Essa profissionalização do ioiô fez com que o brinquedo fosse aprimorado. Alguns possuem até sistemas específicos e complexos de molas e rolamentos.

Carrinho de Rolimã

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Falando em rolamentos, os carrinhos de rolimã foram, talvez, mais emocionantes do que as réplicas motorizadas da Mercedes Bens que existem hoje. Os “Abecs” faziam do carrinho de madeira uma verdadeira máquina de velocidade. E os aparatos mecânicos desses carrinhos eram fundamentais para controlá-los nas ladeiras. Geralmente eram duas rodas na parde de trás e uma central na frente. O eixo do carrinho era controlado com os pés e alguns possuíam um funcional sistema de freios montado com peças de madeira e cabos de aço. Dos mais simples aos mais completos, os carrinhos eram pintados e alguns tinham cadeiras. Tinha até carrinho com dois ou mais lugares.

Bolinhas de Gude

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Mata-mata, triângulo, meia lua, box. Bolinha americana, bolicão e um giz. Isso é tudo o que você precisa para jogar bolinha de gude. Essas bolinhas de vidro possuem diversos nomes e diversas modalidades de jogos. Foi um brinquedo extremamente popular nas décadas passadas. Na maioria dos jogos, o objetivo era acertar as bolinhas do adversário com a sua, ou seja, matar a outra bolinha. o jogador geralmente ganhava as bolinhas que conseguia matar, aumentando sua coleção de bolinhas de gude. “Dou Nada”.

Mola Maluca

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Este brinquedo de 1943 foi inventado meio que por acaso, por um homem chamado Richard James, um engenheiro que, certa vez, esbarrou em uma mola, enquanto trabalhava em um estaleiro. A mola caiu da prateleira, em cima de outra prateleira, e depois outra. James teve então a ideia de criar um brinquedo. Contou a ideia a sua mulher e os dois produziram 400 unidades da mola. Hoje mais de 300 milhões de unidades já foram vendidas. E quem nunca colocou a mola colorida para descer as escadas de casa?

Bolinha de Sabão

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Simples e funcional. As bolinhas de sabão são ícones das brincadeiras e brinquedos. Não há, talvez, brinquedo mais democrático do que este, pois qualquer um pode brincar de bolinha de sabão, basta um pote com água e um pouco de sabão, ou detergente. Pode-se usar um simples canudo para soprar as bolhas, ou construir aparatos mais complexos utilizando arames e lã. Existem também aparatos de plástico próprios para bolinhas de sabão, utilizados para criar esferas de todos os tamanhos. Uma dica é brincar ao ar livre.

Massinha de Modelar

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Este é quase como um novo universo de possibilidades. As massinhas eram extremamente divertidas (desde que você não as grudasse no tapete da sua mãe). A Play-Doh ficou conhecida como a principal marca de massinhas industrializadas, mas era fácil achar caixas de massinhas coloridas nas papelarias. Dava pra fazer massinha também, em casa, com farinha de trigo, suco em pó e alguns outros ingredientes. O legal é que as massinhas permitiam a crianção de qualquer coisa, carrinhos, bonecos, personagens, formas, enfim, uma infinidade de possibilidades criativas. Algumas massinhas, mais profissionais, endureciam após um tempo, e aí sim dava para criar esculturas. Também era possível criar outras cores, misturando as massinhas.

No artigo de amanhã falaremos sobre outros nove brinquedos que fazem parte deste grupo: Bambolê; Vai e Vem; Jogo da Pesca; Pogobol; Cabelo de Grama; Pequeno Arquiteto; Lego; Playmobil e Pinos Mágicos. Legal né? Não perca nenhum artigo desta série, aproveite para cadastrar seu e-mail naquela caixinha do lado direito e a gente te avisa quando os outros artigos forem publicados.

E você lembrou de algum brinquedo ou de alguma experiência que fez parte de sua infância? Deixe o seu comentário.

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