Ateliê oferece estrutura de graça para artistas confeccionarem gravuras

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Dentro da Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo, existe um ateliê aberto ao público, uma espécie de gráfica à moda antiga, onde é possível praticar gratuitamente a xilogravura e a gravura em metal, além de outros processos que variam destas técnicas.

O espaço é dedicado principalmente a estudantes, artistas visuais, designers e entusiastas das artes plásticas, mas está aberto a qualquer pessoa que queira ampliar seus conhecimentos sobre a arte das gravuras.

A estrutura

No ateliê, os participantes têm acesso à estrutura necessária para gravação e impressão, além de auxílio técnico. Embora o espaço seja aberto à população, a proposta de desenvolvimento dos trabalhos em gravura é indicada para quem já tem noção na área.

Processo centralizado

Para criar uma gravura, são necessárias várias ferramentas nem sempre acessíveis a todos. Se a matriz da gravura for confeccionada em madeira, por exemplo, é preciso ter talhadeiras específicas. Se for em metal o processo é ainda mais complexo, pois exige algumas substâncias químicas para desgastar a forma.

Além disso, são necessários litros de tinta, folhas de papel e um tipo de prensa chamada ‘prelo’, que geralmente possui uma grande estrutura. Centralizar o processo de produção em uma oficina e disponibilizar estes aparatos para todos os artistas é a grande sacada do ateliê

A oficina Oswald de Andrade

Além do ateliê, a oficina realiza outras atividades com foco na formação e difusão cultural em diferentes linguagens artísticas. Oficinas, workshops, núcleos de estudo, seminários, residências artísticas, intercâmbios, apresentações cênicas e exposições são exemplos de ações oferecidas de graça.

A gravura

A gravura é uma imagem obtida por meio da impressão de uma matriz artesanal, geralmente constituída de madeira ou metal. Vários trabalhos clássicos da história da arte foram confeccionados por meio dessa técnica.
O processo começa com o esboço de um desenho feito em papel.

No caso da madeira, o desenho é reproduzido na tábua com o auxílio de uma talhadeira. No passo seguinte é aplicada a tinta e um papel é colocado sobre a madeira. Então, os materiais são prensados para que a tinta fique gravada no papel.

Edições originais

Para valorizar a obra, os artistas têm costume de criar um número limitado para cada gravura. Após a impressão da quantidade desejada, eles riscam a matriz, impedindo que outras cópias sejam feitas.

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