Moedas do Brasil e da América Latina no Memorial

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As moedas e cédulas (61) da maioria dos países da América Latina também estão representadas na exposição. O público pode visitá-la de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 15h, até 30 de julho na Biblioteca Latino-Americana, com entrada gratuita.

A Fundação Memorial da América Latina e o Banco Central do Brasil abrem para o público a partir do dia 9/5 a exposição Moedas do Brasil e da América Latina. Em parceria com o Museu de Valores do BC, a mostra reúne exemplares de moedas (100) e cédulas (50) que circularam no Brasil desde os tempos do Brasil Colônia até o real de hoje, além de pôsteres que relatam os vários períodos da História do Brasil. As moedas e cédulas (61) da maioria dos países da América Latina também estão representadas na exposição. O público pode visitá-la de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 15h, até 30 de julho na Biblioteca Latino-Americana, com entrada gratuita.

Para o presidente da Fundação Memorial, Irineu Ferraz, “além da sua temática histórica e da inédita parceria com o Banco Central, o evento vai abranger o período de férias escolares, o que, certamente, deverá atrair grande número de visitantes”.

A mostra faz uma viagem pelo tempo desde antes de circularem os primeiros tostões e vinténs da coroa portuguesa. Até então, por causa da insuficiência de moeda nos dois primeiros séculos de colonização, o pau-brasil foi a principal mercadoria utilizada no país como elemento de troca entre os nativos e os europeus.

As emissões do Tesouro Nacional tiveram início em 1943 com cédulas fabricadas pela American Bank Note Company. Cédulas de 5.000 réis, com o retrato do Barão do Rio Branco passaram a substituir as moedas desse mesmo valor devido à escassez de matéria-prima para a cunhagem de moedas durante o tempo da guerra (1943-1945). Em 1944, chegou-se a emitir até mesmo notas de 1 e 2 cruzeiros por falta de troco.

As cédulas de 200 e 1.000 cruzeiros, lançadas em 1943, traziam estampadas no verso passagens relacionadas com os retratados: D. Pedro I e o Grito do Ipiranga; Pedro Álvares Cabral e a Primeira Missa no Brasil.

Entre as curiosidades, fica-se sabendo que o real brasileiro teve seu nome inspirado na moeda portuguesa que, no plural, ficou conhecida como réis. Toda a história do dinheiro brasileiro, até os dias atuais, está didaticamente narrada na mostra – da criação da Casa da Moeda às patacas, moedas que ficaram em circulação no país por mais tempo, o significado da expressão “cara ou coroa”, as falsificações, a extração do ouro, o tostão e o cruzado e por fim o cruzeiro, quando foi lançada a “Cédula do Índio”, primeira tentativa bem sucedida de nacionalizar a fabricação do dinheiro brasileiro.

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