Exposição ‘Casa Aberta’, no Instituto Tomie Ohtake

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Foto: Divulgação

Desde 2014, ao verificar o interesse do público em encontrar obras da artista no espaço que leva o seu nome, o Instituto Tomie Ohtake vem dedicando uma sala para apresentar mostras de longa duração que exploram a produção da pintora (Tomie Ohtake), escultura e gravadora.

Diante do inesgotável campo de investigação que a sua obra possibilita, diferentes recortes são abordados nas exposições. Desta vez, a ideia dos curadores Paulo Miyada e Carolina de Angelis, ambos do Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake, foi revelar e refletir sobre o espaço onde Tomie morou e trabalhou nos últimos 45 anos de sua vida.

Sinopse

A exposição – com desenhos, gravuras, fotografias, vídeos e lembranças – evidencia aspectos da casa de Tomie que tanto abrigava quanto catalisava seus processos, apontando como seu cotidiano orbitava em torno de seu ofício, assim como era orbitado por ele.

Desde 1970, a artista morou nessa casa-ateliê desenhada por Ruy Ohtake, seu filho mais velho. O projeto, depois ampliado em duas etapas, sempre foi permeável ao fluxo entre viver e trabalhar, deixando que os espaços bem definidos de convívio, asseio, repouso, arquivo e acervo, produção e estudo se comunicassem de modo orgânico, em continuidade, sem hiatos.

Inúmeros amigos, colegas, artistas, colaboradores e críticos passaram pela casa, muitos para compartilhar da companhia à mesa, tantos para olhar juntos as pinturas, gravuras e projetos em desenvolvimento.

Como resultado desse intenso habitar, a residência tornou-se um lugar carregado de memórias e indícios: obras que a artista guardou para si, presentes de artistas com quem nutria mútua admiração, arquivos fotográficos, pastas de documentos, mobiliários, adornos e cartas ocupam as estrias da arquitetura que, por si só, já é testemunho de um modo de viver”, afirmam os curadores.

Segundo a dupla, ainda,

muitas outras exposições podem ser feitas como  compartilhamento desse acervo material e imaterial e, espera-se, um dia a própria casa poderá ser um bem cultural cotidianamente acessível para quem quiser conhecer mais de Tomie Ohtake, seu presente e seu legado”.

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