Sesc Pompeia recebe, em janeiro, a peça “Uma Ilíada”, com Bruce Gomlevsky

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Texto é uma adaptação contemporânea da ‘Ilíada’, de Homero, e narra a Guerra de Troia. Em cena, o artista revive a tradição dos antigos contadores de histórias.

Considerada a obra fundadora da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial, a Ilíada, de Homero, é um poema épico que conta a saga da Guerra de Troia. No Sesc Pompeia, de 7 a 31 de janeiro,  Bruce Gomlevsky atua e dirige a peça, adaptada do texto An Iliad, da diretora e do ator americanos Lisa Peterson e Denis O’Hare.

Com tradução especialmente feita por Geraldo Carneiro, Bruce revive a tradição dos antigos contadores de histórias, como os griots africanos ou os xamãsque, cercados pelo seu povo, ao redor de uma fogueira, passavam adiante seu conhecimento e suas histórias.

Uma Ilíada busca a conexão com os aspectos mais essenciais do teatro. Abrindo mão de quaisquer elementos ou artifícios, a peça vale-se basicamente do trabalho do ator e da comunicação direta com seu interlocutor.

Gomlevsky, acompanhado pela contrabaixista Alana Alberg, faz uma releitura dos antigos aedos, artistas andarilhos da Grécia Antiga, que cantavam para o povo e para as cortes os poemas homéricos acompanhados por um instrumentista.

Uma alegria imaginar que Homero inventou essas palavras para cantar a bravura de um guerreiro, a astúcia de outro, a beleza de uma mulher, a memória de uma cidade destruída à beira-mar. Sei que, para muitos, Homero é uma ficção. Ou apenas um poeta entre muitos.”, destaca Geraldo Carneiro sobre a obra original.

O texto apresenta a história da Guerra de Troia ao mundo contemporâneo, tratando de temas ainda atuais como a escolha entre valores materiais e morais, a ira, a sede de guerra e suas consequências.

Para mim é uma satisfação imensa ter encontrado esse texto tão especial. Uma versão condensada da Ilíada de Homero, escrita de forma acessível e comunicativa para as plateias contemporâneas, sem perder a profundidade e a beleza poética do texto (…) Me interessei também por tentar investigar como essa obra – que tem três mil anos e é considerada o primeiro poema épico ocidental que chegou aos nossos dias –  nos afeta ainda hoje por tocar em questões míticas do ser humano, como por exemplo a violência, a ganância e a ferocidade humana. A necessidade infindável do homem de guerrear, conquistar e subjugar o seu semelhante.”, afirma  Bruce Gomlevsky.

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