Resquícios Brutos, no Teatro Sérgio Cardoso

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Foto: Roni Diniz

O que a cidade produz no corpo dos seus moradores? Essa é uma das questões propostas pelas bailarinas do Núcleo Mirada – formado por Christiana Sarasidou, Karime Nivoloni e Liana Zakia – no espetáculo Resquícios Brutos, contemplado pelo Proac 2016 de Criação em Dança e com estreia programada para o dia 27 de junho, terça-feira, às 20h, no Teatro Sérgio Cardoso. Os ingressos custam R$10 (inteira) e R$5 (meia).

Resquícios Brutos é um desdobramento de uma série de intervenções urbanas realizadas pelo Núcleo no ano de 2016 em espaços públicos de São Paulo. As atividades contavam com participação de artistas de diversos segmentos, como música, literatura e artes visuais.

A última dessas ações, denominada PIKAPE, consistia em movimentos de dança estimulados por músicas geradas por dois DJs. “PIKAPE foi a base para a investigação de Resquícios Brutos. A partir dali pesquisamos algumas possibilidades de relações físicas entre corpos”, conta Liana.
O espetáculo é composto por diferentes qualidades de movimento. Em alguns trechos, a pesquisa corporal se deu a partir da observação de corpos de pessoas em situação de rua. Em outros, assume camadas mais abstratas, referentes às percepções singulares das artistas sobre o centro da cidade. Neste trabalho, buscam construir uma relação com o espectador na qual se estabeleça uma sensação de deslocamento pelos espaços em que diversas paisagens e situações são reveladas:

criamos um discurso corporal que busca elaborar, dentre outros aspectos, o estado de instabilidade que vivemos como artistas no atual contexto político”, explica Karime.

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