Espetáculo discute o período da Ditadura Militar no Sesc Campo Limpo

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foto do show cor e chumbo

A peça Cor de Chumbo, que se passa no período da ditadura militar, terá duas apresentações gratuitas nesta semana

Mais uma daquelas peças que chamam a atenção pelo enredo. Cor de Chumbo, dirigida por Milton Morales Filho, chega ao Sesc Campo Limpo para duas apresentações gratuitas: Uma na próxima quarta e a última na quinta, dias 13 e 14 de abril. A história, que se passa nos anos de chumbo da ditadura militar no Brasil, tem como pano de fundo o romance entre uma vedete e um general.

A história se passa no Brasil dos anos 1970, tempo em que a ditadura cravava o medo e a violência na rotina da sociedade. Apesar do enredo de época, os assuntos discutidos na peça se encaixam perfeitamente nos dias de hoje, sobretudo com a inflamação político-social vivida pelos cidadãos do Brasil atual.

A história de Cor de Chumbo usa do romance para evidenciar alguns resquícios da época da ditadura militar que permanecem até hoje cravados na sociedade. As vezes de forma sutil, outras de forma mais explícita, algumas condutas e pensamentos ainda permanecem vivos, fazendo deste um assunto que não se diluí no tempo. O contraste entre os anseios da personagem protagonista e a violência que ela sofre diariamente refletem a sociedade atual, num plano geral, simbolizando uma nação que almeja práticas democráticas mais livres e francas.

A história

O cenário é uma casa de shows, pouco antes de abrir. A boate é gerenciada por Patrícia, personagem de Lilian de Lima, uma ex-prostituta, cantora e principal atração da casa. Ela é amante de um general que virá assisti-la naquela noite, e, enquanto ensaia seu repertório musical, ela discute com o pianista sobre as coisas do cotidiano, como o medo da violência em tempos de ditadura e seu relacionamento amoroso.

Patrícia representa o artista brasileiro que deseja e acredita na chegada de uma política cultural verdadeiramente efetiva como instrumento de mudança social. Ela é também a amante submetida ao abuso e à violência, em nome da promessa de uma vida melhor. Patrícia é Pátria dividida entre a conveniência da ordem estabelecida e uma vontade, ainda que inerte, de mudar tudo ao redor.

Segundo o diretor, dialogar sobre o passado é uma forma de manter um presente mais consciente e um futuro aberto. Cor de Chumbo mostra em Patrícia, o indivíduo atual, que no seu dia a dia de abusos e medos, ainda consegue cantar e amar, almejando uma vida melhor.

Cor de Chumbo
Quando: 13 e 14 de abril
Horários: 20h
Onde: Sesc Campo Limpo
Endereço: Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 – Campo Limpo
Ingressos: #VáDeGraça

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