Deus é Humor, no Teatro Commune SP

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Foto: Divulgação

A Deus é Humor é um espetáculo interativo que traz releituras de livros sagrados e números de stand up comedy para confissão de pecados. Com a fé de que o riso pode levar à transcendência, a apresentação, idealizada por Newton Cannito, faz parte de um movimento político e estético que se inspira no tropicalismo para debater o mundo  hoje.

O espetáculo, que tem cerca de 1h30 de duração, conta com momentos como a  “palavra da gozação”, seguida de homilia sobre temas como carma, livre-arbítrio e justiça divina. Mas tal como um cabaret, a cada semana há um tema unificador e uma programação diferente. Além das leituras e stand ups também há cantos e paródias espiritualizadas de clássicos do brega nacional com a apresentação ao vivo da banda Marcheiros.

“É um rito teatral, um espetáculo de louvor à vida. Assim como no tropicalismo buscamos uma síntese de tudo que é diferente e contraditório”, explica Cannito. Para o roteirista, a  Deus é Humor busca romper as dicotomias que hoje dividem o país e  que paralisam o debate.

A ideia é unir pessoas com pensamentos diferentes, até mesmo opostos, a partir do humor, criando um ambiente de paz e tolerância para discussão de temas relevantes da sociedade brasileira.

Desse modo, questões como machismo, homofobia e racismo são levadas ao palco para transmutação da violência que provocam. “Nós respeitamos todas as religiões, todas as visões de mundo. Não pretendemos converter ninguém, apenas queremos possibilitar novas experiências, ampliando a consciência das pessoas”, finaliza.

Classificação etária: 16 anos
Entrada gratuita, contribuição espontânea.

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