Livro que fala sobre incesto é retirado das escolas públicas pelo MEC

0
74

Uma decisão polêmica gerou burburinho na internet nos últimos dias. O Ministro da Educação, Mendonça Filho, informou na última semana que o livro ‘Enquanto o sono não vem’ deverá ser recolhido das escolas públicas.

A publicação, que é distribuída pelo Programa de Alfabetização da Idade Certa (Pnaic), para alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental, aborda em um dos contos o tema incesto, considerado pelo órgão impróprio para crianças de seis a oito anos.

Sobre o livro

Obra do autor José Mauro Brandt, o livro é dividido em oito contos. Um deles fala sobre o desejo de um rei em se casar com a mais bonita de suas três filhas. Diante da negativa, a menina é castigada e acaba morrendo de sede.

Indicado

Em 2014 a publicação foi indicada pelo Programa Nacional do Livro Didático, depois de avaliada e aprovada pelo centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais. A instituição é reconhecida como referência nas áreas de alfabetização e leitura.

Um pedido dos pais

Segundo o MEC, o questionamento sobre o conteúdo do livro partiu dos pais de alunos e professores de escolas públicas de todo o país. Com base nas críticas o Ministério da Educação e Cultura solicitou um parecer técnico e jurídico sobre o assunto, feito pela Secretaria de Educação Básica (SEB).

No parecer, a SEB entendeu que a temática abordada no livro não é adequada para crianças em idade de alfabetização.

As crianças, no ciclo de alfabetização, por serem leitores em formação e com vivências limitadas, ainda não adquiriram autonomia, maturidade e senso crítico para problematizar determinados temas com alta densidade, como é o caso da história em questão”, diz nota da secretaria.

Para onde vão os livros?

Após serem recolhidos, cerca de 94 mil exemplares da obra serão direcionados para bibliotecas públicas.
E você leitor. Qual a sua opinião sobre este assunto? Ajude-nos a fomentar um debate deixando um comentário logo abaixo.

Gostou deste artigo? Deixe um comentário!