Veja como o Anonymous pode combater o Estado Islâmico pela web

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Poderíamos definir a era atual como a era da comunicação. O advento da internet proporcionou, sem dúvidas, um novo jeito de ver e sentir o mundo. Tudo gira em torno da comunicação e da publicidade, inclusive os ataques terroristas. O próprio Estado Islâmico é conhecido por suas ‘grandes produções’, feitas para impressionar o mundo e disseminar o terror. As atrocidades cometidas por esses fanáticos fundamentalistas são filmadas e disseminadas por meio de suas redes sociais e sites, os quais também são usados para comunicação e propaganda do grupo, que encontra na rede mundial de computadores um aparato pronto para recrutar novos integrantes à causa.

Após os ataques realizados em Paris, no dia 13 de novembro deste ano, inúmeras notícias circularam pela web anunciando que os Anonymous, grupo que reúne voluntários e ativistas de todo o mundo, e é conhecido principalmente por suas ações cibernéticas, estaria planejando ações efetivas contra o Estado Islâmico e suas células. A grande pergunta que gira em torno desse assunto é justamente: Essas ações podem realmente ser consideradas efetivas e significativas? E aí, levando em conta a era da comunicação, como já dito acima, a resposta é: Sim!

Um exemplo disso foi o anúncio de um ataque bem-sucedido realizado pelo grupo de hackers ao Estado Islâmico na última terça-feira, 17 de novembro, data na qual o Anonymous teria invadido e suspendido cerca de 500 contas do twitter utilizadas pela organização terrorista. Alguns sites dizem que o número de perfis passa dos 5.500, o que é relevante se levarmos em consideração que internet é a principal ferramenta de comunicação para o planejamento de atentados. Além de invadir as contas, o grupo deixou a seguinte mensagem: “Apoiantes e militantes do Estado Islâmico, nós somos anônimos, nós não perdoamos, nós não esquecemos. Esperem-nos!”.

Especialistas em segurança, porém, afirmam que os tais ataques podem atrapalhar as investigações, pois as autoridades precisam de informações contidas nos canais das organizações terroristas para planejar ações. Outra desvantagem é que, por meio dessas contas, o departamento de inteligência das agências de segurança conseguem obter dados de geolocalização das possíveis células terroristas, e monitorar, inclusive, de onde as mensagens são emitidas e para onde elas vão. Mas nem tudo é desfavorável, pois além de derrubar milhares de contas do grupo Estado Islâmico, o Anonymous identificou cerca de 10 mil outras contas e divulgou os perfis na internet, fazendo com que essas contas possam ser monitoradas à partir de agora pelas agências de segurança. Outra ação que parece refletir bem foi um site, criado pelo Anonymous, cujo objetivo seria o de identificar e cadastrar possíveis células da organização terrorista.

Entre vantagens e desvantagens, a maioria dos especialistas em segurança afirmam que o ideal seria a criação de uma estratégia em que o Anonymous e as agências de segurança pudessem trabalhar em parceria, pois, neste caso, o ativismo por si só pode ser perigoso e ineficaz.

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