Artistas brasileiros pintam o maior grafite da história da Síria

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O maior painel de arte urbana já feito na Síria é obra de dois brasileiros. Rimon Guimarães e Zéh Palito, ambos grafiteiros de Curitiba, Paraná. Eles pintaram aproximadamente 270 metros quadrados da fachada de um edifício em Damasco.

Cheio de significados

Paz, liberdade e esperança. Essas coisas tão ausentes na rotina dos sírios são o mote da pintura feita pelos artistas. O trabalho faz parte das ações do projeto Conexus. Entre as curadoras, destaque para uma brasileira, a gaúcha Sheila Zago.

O cinza colorido

A paisagem cinza e às vezes destruída da Síria ganhou vida com as cores do grafite. Um contraste que pode ser percebido nas fotos tiradas após a conclusão do painel. Os muros parecem ganhar vida em meio ao espaço urbano de aparência monótona.

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Por incrível que pareça, o ato que deu início à Guerra da Síria, em 2011, foi justamente um grafite feito por um grupo de adolescentes. Alguns alunos de uma escola local teriam sido presos e supostamente torturados após pintarem os muros do colégio com o slogan dos levantes revolucionários da Tunísia e Do Egito, com os dizeres: “As pessoas querem a queda do regime”.

A Guerra na Síria

A guerra na Síria se estende por seis anos. Como consequência, mais de 5 milhões de sírios são refugiados, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Brasil da arte

No ano passado, o artista Eduardo Kobra foi reconhecido pelo Guinness Book (Livro dos Recordes) como autor do maior grafite do mundo. Neste ano, a jovem Luana Buschinelli, de apenas 19 anos, criou o maior grafite do mundo feito por uma mulher.

Agora Rimon Guimarães e Zéh Palito ganham reconhecimento pelo belo e maior mural da história da Síria. Segundo informações postadas nas redes sociais dos artistas, o próximo objetivo é desenvolver a arte na fronteira com a Líbia, local de grande conflito.

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