Quarteto de cordas interpreta obras de Dvorak e Borodin na CAIXA Cultural


Em comemoração aos 10 anos de formação, o Quarteto Camargo Guarnieri apresentará duas das mais conhecidas e complexas obras da história da música Para diversificar a programação do final de semana, o Vá de Cultura preparou uma dica muito bacana, voltada à música de orquestra, mas em versão compacta. Entre a sexta-feira, dia 18 de […]


Em comemoração aos 10 anos de formação, o Quarteto Camargo Guarnieri apresentará duas das mais conhecidas e complexas obras da história da música

Para diversificar a programação do final de semana, o Vá de Cultura preparou uma dica muito bacana, voltada à música de orquestra, mas em versão compacta. Entre a sexta-feira, dia 18 de março, e o domingo, dia 20 de março, o Quarteto Camargo Guarnieri, considerado um dos mais qualificados grupos do gênero na atualidade, se apresentará de graça, no salão da CAIXA Cultural São Paulo.

A apresentação faz parte da comemoração de 10 anos do grupo, e ocorre sempre às 19h15. Elisa Fukuda e Ricardo Takahashi nos violinos, Silvio Catto na viola e Joel de Souza, no violoncelo, integram a equipe de músicos do quarteto, que apresentará ao público as obras de Dvorak e Borodin, dois importantes nomes da história da música.

Além dos concertos, que ocorrem durante os três dias, uma edição extra, didática, realizada no sábado, dia 19, às 15h, apresentará ao público a história dos instrumentos utilizados nas apresentações. Os instrumentos de corda mais comuns em uma orquestra sinfônica, serão explanados aos espectadores, utilizando a formação de quarteto para exemplificar. Além de falar sobre os instrumentos, os músicos também apresentarão detalhes sobre as obras de Dvorak e Borodin.

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Considerado um dos principais grupos de orquestra de câmara da atualidade, o quarteto leva o nome de Camargo Guarnieri, importante compositor brasileiro. Vencedor do prêmio Carlos Gomes de 2016, como melhor grupo de câmara, é formado por músicos virtuosos e de técnicas indiscutíveis.

A violinista Elisa Fukuda formou-se em Genebra e aperfeiçoou-se com Sandor Vegh no Mozarteum de Salzburg. O violinista Ricardo Takahashi, iniciou seus estudos com o Tosio Takeda e após estudar com Ayrton Pinto na UNESP. O violista Silvio Catto começou a estudar aos 8 anos de idade sob a tutela de seu avô, Lázaro Bertrami, foi aluno da classe de Adriana Schincariol e Paulo Bosísio. O violoncelista Joel de Souza obteve título de pós-graduação e mestrado na Lynn University Conservatory of Music, é membro da Orquestra do Theatro Municipal de São Paulo e professor titular da UNESP.

Sobre as obras interpretadas

As obras que serão interpretadas nos concertos são de altíssima complexidade, e já se tornaram conhecidas nas apresentações do quarteto. Os músicos interpretarão o Quarteto “Americano” de Antonín Dvorak e o Quarteto nº 2 em Ré Maior de Alexsandr Borodin.

A partitura de Dvorak é constituída por quatro andamentos: o Allegro non troppo, em 4/4 é de forma Sonata tradicional. Com suas sincopas e seus ritmos pontuados, o 1º tema exposto pela viola sobre um tapete sonoro formado pelos violinos, testemunha já este tom particular, sua melodia pentatônica fornece o material para o desenvolvimento de todos os temas principais. O Lento em Ré Menor em 6/8 foi considerado uma pérola autêntica entre os andamentos líricos de Dvorak. Inicialmente apresentado o tema no primeiro violino, ao passar para o violoncelo ele assume um teor verdadeiramente nostálgico na sua tessitura grave. O “Molto Vivace” em 3/4 é um scherzo conduzido alternadamente pelo primeiro violino e violoncelo. O “Finale” (vivace ma non troppo) é uma dança alegre conduzida pelo primeiro violino com acompanhamento rítmico. As melodias que se seguem tem um caráter nostálgico, culminando com o episódio calmo no violoncelo. Termina com uma coda luminosa cheia de otimismo e de exuberância. A obra foi estreada em Boston um ano depois da composição pelo quarteto Kneisel.

O quarteto de Borodin é composto de 4 movimentos: Allegro moderato, Scherzo, o famoso “Noturno” (Muito apreciado pela sua beleza nostálgica) e o Finale. Ao contrário dos 3 movimentos iniciais, que contêm maior espontaneidade, exalando perfumes orientais, o 4º movimento é tecnicamente bem elaborado demonstrando o conhecimento contrapontístico do compositor.

Os textos sobre o programa são fruto da pesquisa de Elisa Fukuda, tendo como fontes Siegmar Keil, Tranchefort.

Então anote aí na agenda e venha conhecer essas obras clássicas da música, na interpretação de um dos mais importantes quartetos de cordas do mundo. Os concertos do Quarteto Camargo Guarnieri acontecem no salão da CAIXA Cultural, entre os dias 18 e 20 de março, sempre às 19h15, com uma sessão extra, didática, no sábado, dia 19, às 15h. Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados diretamente na bilheteria, que abre às 9h.

Programação Musical

Quarteto no. 2 em Ré maior de A. Borodin (1833-1887) (composição de 1881)
I. Allegro moderato
II. Allegro (scherzo)
III. Andante (noturno)
IV. Andante- Vivace

Quarteto “Americano” nº 12 Op. 96 de A. Dvorak (1841-1940) (composição de 1893)
I. Allegro ma non troppo
II. Lento
III. Molto vivace
IV. Finale: Vivace ma non troppo

Assista ao vídeo em que o Quarteto Camargo Guarnieri toca Haydn Op.33 Nº 3 (The Bird) 1º mov.

Quarteto Camargo Guarnieri na CAIXA Cultural São Paulo
Onde: CAIXA Cultural São Paulo
Quando: 18 a 20 de março, às 19h15
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro
Ingressos: #VáDeGraça


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