Peça infantil fala sobre a liberação de remédios à base de maconha


A peça Clárian e o Mágico de Oz é conta a história de Clárian, portadora da Síndrome de Dravet, precisa de um remédio que contém uma substância da maconha.


A peça Clárian e o Mágico de Oz é baseada na história real da menina Clárian, diagnosticada como portadora da Síndrome de Dravet, um tipo raro de epilepsia que causa convulsões, que se repetem a todo instante. No contexto da peça, Clárian quer se tornar uma bailarina, e quando vê seu sonho se afastar por causa das limitações da doença, resolve partir numa aventura para o mundo de Oz, e pedir ao mágico que libere seu remédio.

Chegando lá Clárian descobre que os outros personagens da história têm uma ligação muito forte com a sua realidade. O Espantalho precisa de um cérebro, pois sofre de paralisia cerebral. O Homem de Lata é portador de esclerose múltipla, e o Leão Medroso, que não consegue parar de tremer, é portador de Parkinson.

A pequena Clárian tem ainda que enfrentar a Bruxa, que faz de tudo para impedir que seu remédio seja liberado. A pequena, porém, descobre que sua ajuda pode vir de forma mais fácil do que ela imagina, bastando que o Mágico de Oz use o cérebro, o coração e a coragem para liberar o medicamento.

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Canabidiol no Brasil e em outros países

Após um tempo de resistência, a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, entidade responsável pelo controle da entrada e distribuição de medicamentos no Brasil, liberou, desde o primeiro semestre de 2015, o uso terapêutico do canabidiol no país. O composto saiu da lista de substâncias proibidas e passou a integrar a categoria C1, que permite o uso terapêutico, mas sujeito a controle.

Nos Estados Unidos, o composto é liberado em 21 estados, e pode ser utilizado, inclusive, como suplemento alimentar. Os produtos comercializados por lá devem atender um limite de 0,6% da substância THC nos produtos que tenham canabidiol. O canabidiol pode ser facilmente encontrado em farmácias ou adquirido diretamente com os fabricantes.

A substância é uma das 480 que integram a composição da maconha, e ao contrário do que muita gente pensa, o composto não causa efeitos alucinógenos, nem a dependência. A própria diretoria da Anvisa, em nota oficial à reportagem da Veja, disse que a decisão “abre caminho para pesquisa mais ampla, com vista a desenvolver medicamentos com esta substância no país”.

A peça Clárian e o Mágico de Oz ficará em cartaz no Teatro Bibi Ferreira até o dia 24 de abril deste ano. As apresentações acontecem todos os domingos, à partir das 11h. Os ingressos custam R$ 50,00 para os adultos, R$ 25,00 para estudantes e maiores de 60 anos, e R$ 5,00 para as crianças.

E você leitor, qual a sua opinião sobre este tema tão polêmico? O Vá de Cultura quer saber: Você é contra ou a favor da liberação do uso de remédios que contenham o canabidiol na composição? Deixe seu comentário e ajude-nos a fomentar essa discussão, afinal, nada melhor do que uma boa conversa para esclarecer as coisas.


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