Zé Guilherme lança CD em homenagem a Orlando Silva no Sesc Belenzinho

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O Sesc Belenzinho apresenta, no dia 11 de dezembro (sexta-feira, às 21 horas), show de lançamento do CD Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva, terceiro trabalho do artista cearense radicado em São Paulo. O disco é uma bela homenagem a um dos mais significativos intérpretes da música popular brasileira, que completaria 100 anos em 2015. O trabalho é norteado por uma releitura delicada e pessoal do repertório do Cantor das Multidões.

Zé Guilherme interpreta de forma autêntica e contemporânea 18 canções que foram selecionadas em um longo processo de pesquisa sobre a trajetória e o repertório de Orlando Silva. Não foi tarefa fácil para o artista escolher diante da extensa lista de músicas. As eleitas foram: “Abre a Janela”, “Cidade Brinquedo”, “Malmequer”, “A Jardineira”, “A Primeira Vez”, “Pela Primeira Vez”, “Curare”, “Dama do Cabaré”, “Lábios Que Beijei”, “Preconceito”, “Aos Pés da Cruz”, “O Homem Sem Mulher Não Vale Nada”, “Meu Consolo É Você”, “Lealdade”, “Meu Romance”, “Cidade do Arranha-céu”, “Faixa de Cetim” e “Alegria”.

No show, Zé Guilherme também tece alguns comentários, entre uma e outra canção, a respeito da vida e obra de Orlando Silva, bem como sobre o contexto social da época e as razões que nortearam sua escolha do repertório. A banda que o acompanha é formada por Adriano Busko (percussão), Bré Rosário (percussão), Cezinha Oliveira (direção musical, violão, baixo e vocal), Luque Barros (violão de 7 cordas, baixo e vocal), Maik Oliveira (cavaquinho e bandolim) e Pratinha Saraiva (flautas e bandolim). O espetáculo tem ainda direção de cena assinada por Mario Tommaso, figurino de Elísio Kamers e iluminação de Silvestre Júnior

Concepção do CD

A trajetória de Orlando Silva é marcada por apurado critério e rigor na escolha das canções. Segundo o próprio, só cantava o que lhe tocava a alma. O colorido, o swing e a brasilidade da obra é o mote principal das escolhas de Zé Guilherme. A seleção das músicas levou em consideração, além da afinidade artística, a época de seu apogeu – de 1935, ano em que gravou o primeiro disco, até 1942 – e privilegiou composições menos densas. O roteiro contempla um perfil mais leve e alegre do cantor como na maioria dos sambas que trazem sempre um toque de humor nas letras.

Zé Guilherme não esconde a relação afetiva com esse trabalho: “eu abri a janela do meu coração para me apossar, comrespeito e reverência, dos sucessos de Orlando Silva e reapresentá-los ao público pela minha voz, pela minha forma de cantar”. O artista conta que cultivou o anseio de se debruçar sobre seu legado por mais de 10 anos. “Resgatar e reler a obra desse artista que foi, desde a minha infância, o combustível para a chama do desejo de ser cantor. É um momento ímpar na minha carreira. Minha principal diversão era ouvir no rádio a voz majestosa e brejeira do cantor, considerado a maior voz masculina do Brasil”.

A produção musical é assinada pelo músico, arranjador e produtor musical Cezinha Oliveira, que inseriu elementos clássicos nos arranjos como piano, baixo acústico, acordeon, trombone e violão de sete cordas, entre outros, dando “requinte” sonoro ao disco sem cair no mero saudosismo. Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva foi concebido com base no tripé interpretação, arranjos e composições, e mostra que a chamada “música antiga” do Brasil pode se manter clássica em sua origem, popular em sua apresentação e sofisticada em sua concepção.

Sobre a concepção dos arranjos, Cezinha explica que, para todos os sambas, buscou inspiração nos conjuntos regionais da época e nas orquestras que acompanhavam os artistas nas rádios. O instrumental era, geralmente, formado por acordeon, violão, percussão e instrumento solo de sopro. Apenas as marchinhas “A Jardineira” e “Malmequer” seguem outro caminho. A primeira tem introdução influenciada pela música barroca e a segunda ganhou um andamento mais jazzístico.

Músicos de primeira linha participam de Abre a Janela – Zé Guilherme Canta Orlando Silva: Thadeu Romano (acordeon), Breno Ruiz (piano), Meno Del Picchia (baixo acústico), Maik Oliveira (cavaquinho), Pratinha (flautas e bandolim), Adriano Busko (percussão), Allan Abbadia (trombone), Luque Barros (violão de 7 cordas e vocal), Cezinha Oliveira (violão, guitarra e vocal) e João Pedro Verbena (guitarra).

 

O que é? Show Zé Guilherme
Quando é? 11 de dezembro
Que horas? às 21h
Quanto Custa? Meia R$ 10 | inteira R$ 20
Onde é? SESC Belenzinho
Como chega? Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho. São Paulo/SP

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