Silvio Caldas é homenageado em seresta pelo aniversário de SP

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A Seresta de Sexta, evento tradicional no calendário dos Trovadores Urbanos, volta nesta sexta, 22 de janeiro, com uma homenagem especial a Silvio Caldas, considerado o precursor da seresta em meio à música popular brasileira. O evento faz parte das comemorações pelo 462º aniversário da cidade de São Paulo, comemorado oficialmente no dia 25 de janeiro.

Nascido em 1908, Silvio Caldas, conhecido como “O Cantor das Despedidas”, é considerado o responsável pela consolidação da seresta no Brasil, tendo contribuído para a MPB também como compositor, nos anos 30. Quem conhece a obra deste músico também se recorda de outros nomes pelos quais Silvo era conhecido no meio musical, como O Caboclinho Querido, Titio e O Seresteiro do Brasil.

A ligação entre o cantor e os Trovadores Urbanos se deu nos últimos 5 anos de vida do Titio, que participou do disco SERENATA, e participou de shows junto com o grupo por todo o país. Silvio passou seus últimos 40 anos de vida em Atibaia, num sítio, onde permaneceu até a data de sua morte, em 03 de fevereiro de 1998.

Quem for nesta sexta à Casa dos Trovadores, terá a oportunidade de conhecer em detalhes o trabalho e a vida de Silvio Caldas, numa exposição que retrata as principais composições, discos e curiosidades sobre a vida de Silvio. E quem se lembra da canção “Foste a Sonoridade que Acabou”, de 1935, que posteriormente ficou conhecida como “Chão de Estrelas”, terá a oportunidade de participar de uma experiência lúdica, caminhando sobre um piso repleto de estrelas, em alusão à canção.

As fotografias da exposição são de Marco Aurelio Olimpio, fotógrafo que acompanhou alguns momentos da trajetória de Silvio e Trovadores Urbanos,  a partir de um primeiro encontro em Atibaia e da primeira apresentação no Teatro do SESC Pompeia.

O evento é gratuito e faz parte das ações do Instituto Trovadores Urbanos, que desde 2010 trabalha na divulgação da seresta e da história dos seresteiros no Brasil, por meio de documentários e filmes criados com base nas histórias desta parte da cultura, ainda presente e tão viva em diversas regiões do país.

E para já ir se ambientando, separamos abaixo um vídeo com uma gravação de Chão de Estrelas, na voz de Silvio Caldas. Um registro de 1937.

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