Dia da Consciência Negra é celebrado com programação no Museu Afro Brasil

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O Museu Afro Brasil comemora o Dia da Consciência Negra com uma intensa programação especial nos dias 20, sexta-feira, e 21, sábado, que reúne a abertura de exposições, lançamentos de livros, apresentações musicais, contação de histórias e oficinas de culinária afro-brasileira. Nestes 2 dias, a entrada será gratuita e oferecerá uma diversidade de opções somada às exposições temporárias recém inauguradas no último mês, além das atividades educativas que seguirão durante todo o mês de novembro.

O Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro, foi inserido em 2003 no calendário escolar pela Lei 10.639, a mesma que torna obrigatório o ensino da História e Cultura afro-brasileira, e instituído nacionalmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, em homenagem a Zumbi dos Palmares, data em que foi morto em 1695, um líder do Quilombo dos Palmares, que lutou contra a escravidão.

Além das Visitas Temáticas “Resistir para viver: histórias e memórias” que serão realizadas ao longo de todo o mês de novembro, com foco nos processos de resistências individuais e coletivos que marcaram, e ainda marcam, a construção conflituosa de nossa história e de nossa identidade, a rica programação especial deste mês ainda conta com diversas atividades, durante todo o dia 20 e 21.

Sexta-feira, dia 20 de novembro, começa com uma edição especial de “Aos Pés do Baobá“, em parceria com a Fundação Pierre Verger, com Dona Cici, atividade imperdível para quem gosta de boas histórias bem contadas, cantadas e encantadas. Dona Cici encontrou a combinação perfeita das palavras, da transmissão dos conhecimentos tradicionais e da experiência dos sabores afro-brasileiros.

Dona Cici também ministrará Oficinas de Culinária Criativa “Cozinhando História“, voltada para a cultura afro-brasileira, organizada pelo Espaço Cultural Pierre Verger, ensinando a fazer abará, vatapá, cuscuz de tapioca e lelê.

Este espaço faz parte da Fundação Pierre Verger e é responsável pelo livro, com lançamento programado para este dia, “Cozinhando História. Receitas, Histórias e Mitos de pratos afro-brasileiros“, uma publicação organizada por três mulheres: Nancy de Souza e Silva, Josmara Fregoneze e Marlene Jesus da Costa. Cada qual com seus talentos contribuíram para um resultado que deseja inspirar outras pessoas no fascinante caminho de descobrir a história dos pratos da culinária afro-brasileira e seu sabor inigualável.

Mais dois livros e um catálogo de exposição também tem lançamento marcado para este dia 20 no Museu Afro Brasil: os livros “Uma estrela negra no teatro brasileiro: relações raciais e de gênero nas memórias de Ruth de Souza” de Júlio Claudio da Silva, e “Raiz de um negro brasileiro” do escritor e poeta Oswaldo de Camargo e o catálogo da exposição “Regastein Rocha e a Editora Raízes“, fruto de uma exposição que esteve em cartaz no 1º semestre de 2014 falando sobre a gráfica de livros de Arte.

Ainda neste mesmo dia, um dos nomes de referência sobre o estudo da cultura africana no país será homenageado com a mostra “Um tributo ao historiador Joel Rufino dos Santos“. Joel Rufino foi um historiador, professor e escritor brasileiro. Foi um dos autores da História Nova do Brasil, um marco da historiografia brasileira. Foi professor de graduação e pós-graduação, recebeu diversos títulos, como a Comenda da Ordem do Rio Branco, do Ministério da Cultura. Joel faleceu no último dia 4 de setembro de 2015.

Durante a abertura da mostra o público poderá apreciar uma performance literária e musical em sua homenagem, com a Leitura Dramatizada do texto “A Botija de Ouro“, de Joel Rufino dos Santos com o Teatro Studio Heleny Guariba/Núcleo do 184, a atriz Dirce Thomaz e o músico Beto Kpta.

Sábado, dia 21, começa com a abertura de 3 exposições:

A mostra “Adornos luminosos. Rogélia Peres” apresenta ao público belos adornos, verdadeiras joias feitas de contas de miçangas e miçanguinhas, pedras preciosas que a artista pernambucana trança originalmente e transforma extraordinárias formas, ritmos e cores em obras de delicadeza exuberante.

A exposição”Deoscoredes Maximiliano dos Santos. O Universo de um Alapini Asipá“, de Mestre Didi, apresenta cerca de 50 obras de um homem voltado para a cultura e a vida afro-brasileira, publicou muito livros sobre o culto dos ancestrais, no qual tinha o honroso cargo de Alapini. Foi um artista escultor de lindas obras, cuja temática falava desse extraordinário universo da África mítica e por isso suas esculturas eram totêmicas, saiam do chão para alcançar o infinito.

E “Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão“, atendendo aos repetidos pedidos do público, volta reescrevendo a história da tecnologia no Brasil, resgatando a Nação construída pelas mãos dos africanos, trazendo uma imagem positiva do negro, fundamental para assumirmos com orgulho sua presença em nossa identidade.

A mostra é composta por cerca de 70 objetos de ofícios urbanos e rurais, muitos deles usados em fazendas e engenhos de açúcar, formando um conjunto que realça as contribuições dos negros para a ciência e a tecnologia no Brasil, como mesas de lapidação, moendas de milho, forjas de ferreiro, prensas de folha de tabaco e outros objetos dos séculos XVIII e XIX.

Esta exposição esteve em cartaz por 26 meses e se despediu com gosto de “quero mais”, o que fez o Museu Afro Brasil traze-la de volta, 3 anos depois, em uma nova montagem.

Encerrando com muita festa e alegria as celebrações do Dia da Consciência Negra, apresentam-se os grupos musicais Bloco Ilú Obá de Min e o Grupo Maracatu Bloco de Pedra.

O Bloco Afro Ilú Oba De Min é composto exclusivamente por mulheres e desde 2005 celebra a cultura afro-brasileira, destacando a participação das mulheres no mundo. No Carnaval de 2015 foi às ruas de São Paulo contando a história de Carolina Maria de Jesus e atualmente é parceiro do Museu Afro Brasil na exposição “Carolina em nós”, em exposição até 31 de janeiro de 2016.

O Grupo Maracatu Bloco de Pedra é um grupo de Maracatu de Baque Virado de São Paulo, com uma formação contemporânea, de tradição secular desta cultura afro-brasileira, apresentada por percussão, dança e canto, com todo o gracejo e o vigor da cultura popular brasileira.

Para saber mais sobre os eventos culturais que acontecem de graça em São Paulo curta a página do Vá de Cultura no Facebook clicando aqui. Abaixo segue a programação completa.

20 de novembro de 2015

10h30 Contação de histórias “Aos Pés do Baobá” com Vovó Cici
11h30 Oficina de Culinária Criativa “Cozinhando História”, com Vovó Cici, com degustação de abará e vatapá.
12h30 Abertura da mostra “Um Tributo ao historiador Joel Rufino dos Santos” e performance literária e musical.
13h30 Lançamento dos livros: “Cozinhando História. Receitas, Histórias e Mitos de pratos afro-brasileiros”, Edições Fundação Pierre Verger. Organizadores: Josmara B. Fregoneze, Marlene Jesus da Costa, Nancy de Souza com fotos de Pierre Verger. “Uma estrela negra no teatro brasileiro: relações raciais e de gênero nas memórias de Ruth de Souza (1945 – 1952)” Julio Claudio da Silva, UEA Edições, Manaus. “Raiz de um negro brasileiro” Oswaldo de Camargo, Ciclo Contínuo Editorial, São Paulo. Catálogo da exposição “Regastein Rocha e a Editora Raízes”.
14h30 Oficina de Culinária Criativa “Cozinhando História” – Cuscuz de tapioca e lelê.
15h00 Roda de Histórias com Vovó Cici.

21 de novembro de 2015

12h00 Abertura das exposições: “Adornos luminosos. Rogélia Peres” Abertura: 20 de novembro de 2015. Encerramento: 03 de janeiro de 2016. “Deoscoredes Maximiliano dos Santos. O Universo de um Alapini Asipá” Abertura: 20 de novembro de 2015. Encerramento: 03 de janeiro de 2016. “Arte, Adorno, Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão” Abertura: 20 de novembro de 2015. Encerramento: 03 de janeiro de 2016.
13h30 Apresentação musical Grupo Ilú Obá de Min
14h30 Apresentação musical Grupo Maracatu Bloco de Pedra

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