Documentário sobre a degradação do Rio Doce é destaque no Canal Curta!

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Não é de hoje que a degradação do Rio Doce domina a cena. Há exatos 20 anos, os governadores de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, e de Espírito Santo, Vitor Buaiz, anunciavam um plano interestadual, com financiamento francês de dois bilhões de dólares, em sua primeira fase, para a recuperação do já então muito degradado Rio Doce.

As imagens, com áudio, estão no documentário “Watu – Um Rio Chamado Doce”, do jornalista Edilson Martins, filme ainda inédito em televisão brasileira, que o canal Curta! (Net 56) tirou do baú para exibir este domingo, 22 de novembro, às 16h30m.

O conteúdo, praticamente inédito, do jornalista Edilson, especialista nas causas ambientais, mostra todo o histórico de degradação do Rio Doce, desde o extermínio das nações indígenas ribeirinhas, Krenac, Botocudo e Maxacali, que chamavam o rio de Watu, à poluição no ciclo do ouro e às minerações posteriores.

Para o diretor do filme e jornalista, a destruição do rio pode ser algo irreparável: “Que a presidente Dilma, que levou sete dias para visitar a tragédia  de Mariana, anuncie que “o Rio Doce ficará melhor do que estava antes”, não chega a ser novidade. O que assusta é ver personalidades como Sebastião Salgado, nascido em Aymorés, que fica ao longo do rio, embarcar nessa canoa de otimismo, e verberar que o Doce pode renascer. O Doce, como tantos outros da região Sudeste, já estava na UTI há décadas, até porque em seu vale se concentra o maior número de indústrias de minério do país, e uma população de quatro milhões de pessoas o transformando em latrina. Agora, anunciar que o Doce será reabilitado é abusar do bom senso, é apostar no sucesso da retórica”.

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