Documentário do canal Curta fala sobre o aborto clandestino no Brasil

0
165

Sim ou não? Este é um dos assuntos mais polêmicos dos últimos tempos, e envolve muito mais do que apenas a legislação. O tema Aborto abrange cidadania, religião, costumes e valores culturais, e não parece haver um meio termo que possa equilibrar a balança, mas há distintos pontos de vista que devem observados.

Na próxima sexta-feira, dia 18 de maço, o canal Curta! Exibirá um documentário bem interessante, que traz uma abordagem dinâmica sobre essa pauta, na visão de mulheres que já passaram por alguma situação ligada ao aborto inseguro, ou clandestino.

Dirigido por Thereza Jessouroum, o documentário “Fim do Silêncio”, traz relatos dramáticos de mulheres que contam sem rodeios, e sem esconder rosto nem identidade, como e por que abortaram. O filme, lançado em 2004, gerou bastante polêmica e opiniões contrárias e favoráveis à produção. Segundo a diretora, na época das gravações, cerca de 20 milhões de mulheres realizavam abortos clandestinos em todo o mundo.

Entende-se como aborto a interrupção de uma gestação, com a destruição do ovo, para gravidez de até três semana; do embrião, de três semanas a três meses; ou do feto, para gestações acima dos três meses.

É claro que um assunto de tamanha complexidade não poderia ser discutido de forma simplória. Até as opiniões mais simples sobre o tema, seja de qual lado for, esbarram em crenças, dogmas, valores familiares e até opiniões científicas extremamente divergentes.

Dentro deste cenário turbulento, muitas pessoas sustentam a justificativa de que, permitido ou não, milhares de mulheres abortarão nos próximos anos, por diversos motivos, e caso não haja uma estrutura legalizada, controlada e segura para que isso seja feito, a tendência é que essas ações sejam realizadas em clínicas clandestinas, que além de gerarem risco à vida, causarão um enorme colapso na saúde pública.

No Brasil o aborto provocado, aquele que não é espontâneo, é legalizado em duas hipóteses. A primeira é quando a gravidez significa risco à gestante, e a segunda é quando a gestação é resultado de um estupro. Em ambos os casos não é necessária autorização judicial para a realização do aborto legal.

Mesmo assim, a grande discussão gira em torno do fato de que não há um patamar seguro para se determinar a linha que rege à vida, ou melhor, à partir de quando um embrião passa a ser considerado uma vida. O olhar científico, por exemplo, é bem divergente em relação ao olhar da religião, e isso torna tudo mais complexo porque não seria razoável considerar um lado e descartar outro apenas por comodismo, principalmente se levarmos em consideração o fato de que a sociedade é formada por uma mistura de crenças, valores e opiniões, que merecem respeito de forma equivalente, para que um equilíbrio seja possível.

Então, se você gostaria de se aprofundar no entendimento do assunto, o documentário “Fim do Silêncio” é uma ótima forma de buscar novos pontos de vista, seja qual for sua opinião sobre o tema Aborto. O filme irá ao ar no dia 18 de março, sexta-feira, às 23h. O documentário ainda será reprisado no dia 19 de março, sábado, às 3h, no dia 20, domingo, às 22h, e no dia 21, segunda-feira, às 17h.

Gostou deste artigo? Deixe um comentário!