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Halloween – remake de Rob Zombie de 2007 tem dose exagerada de sangue

Muito criticado, o filme promete muitos sustos.

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Halloween, ralou in, dia de todos os santos, aquele feriado dos estados unidos que é tipo Cosme e Damião só que de terror…

São tantos nomes e ou comparações.

Pra mim, é a data perfeita. É quando a programação da tv fica maravilhosa! E é quando ele sai pra matar. Quando ele vai atrás da irmãzinha fofa pra enfiar sua faca cheia de amor dentro das suas entranhas. É, vem Michael Myers, vem pra cá pro mundo real viver sua fama (leia com a voz de Pedro Bial). Eu poderia fazer uma resenha do novo filme que ainda não vi e estou roendo as unhas.

Poderia também, falar da primeira versão do mestre John Carpenter. Mas não, vou falar do remake do meu amado Rob Zombie. E você está se perguntando por quê, certo?! Porque sou fanática por Zombie. Na música, no cinema, na vida E outra: porque esse remake não foi bem aceito pela crítica e muito menos pelos fiéis fãs de Myers.

Quando falamos de terror, o público que consome esse estilo de vida (pra mim é um estilo de vida, ok?! Obrigada, beijos), é um público estranhamente conservador e crítico, principalmente quando o filme lançado é um remake. Mas, falando um pouco mais da versão rock n roll de Rob Zombie.

O diretor firmou-se maravilhosamente no mercado musical, e vem repetindo a dose no cinema também.O mesmo já assinou a sua obra prima, e pra mim, um dos melhores filmes de terror da atualidade. O ultraviolento Rejeitados pelo Diabo, que é uma continuação de seu primeiro filme, A Casa dos 1000 Corpos, que também é coisa linda de Deus, melhor, de Satanás.

No total, são 7 títulos assinado pelo cara, e a sequência mega aguardada de Rejeitados Pelo Diabo, 3 From Hell, que deve sair em meados de 2019.

Diretor Rob Zombie em ação em um dos seus filmes

Mas agora voltando ao que vim fazer por aqui…Quando vi que ele ia assinar o remake de Halloween fiquei doida. Zombie tem uma identidade própria tão maravilhosa, que se repete em todos os seus filmes. Visual anos 70, trilha sonora perfeita e escolhida a dedo, fotografia forte, que sangra os olhos de tanta intensidade e as pausas magníficas que só ele consegue fazer nas cenas mais violentas.

Posso ficar rasgando elogios pra esse homem maravilhoso, mas vamos voltar a nossa programação.

O remake de Zombie foi lançado em 2007, indo para os cinemas com a censura máxima (18 anos) e permanecendo por pouco tempo nas telonas do Brasil.

Nesta nova versão, temos a história de Michael Myers contada com mais profundidade desde sua infância. A construção da criança psicopata, apaixonada pela mãe e, claro, por sangue. Mais uma vez, Zombie conta com a sua e minha musa Sheri Moon Zombie. Os dois são casados há mais de 20 anos e ela está presente em todos os filmes do diretor. Resumindo: ela é para Zombie, o que Helena Bonham Carter é para Tim Burton e o que Uma Thurman é para Tarantino.

Muitos fãs criticam essa insistência de Sheri Moon nos filmes do cara, porém, é algo que já está colado na identidade visual dele (ela também aparece em muitos vídeos do cantor e no início de sua carreira era uma das bailarinas de palco em seus shows).

Sinceramente? Eu gosto! Não vejo problema nenhum dele manter a esposa em alguns papéis.

Sheri Moon Zombie, talentosa esposa do diretor

Mas saindo do Casos de Família e voltando pra resenha, nesse remake Zombie foi longe demais. Convocou o mestre dos mestres Malcolm Mcdowell para viver o psiquiatra Dr Loomis, o médico responsável pelo tratamento do pequeno Maicholzinho (escrevi assim porque achei mais fácil para ler). Mcdowell é maravilhoso. Não existem argumentos nessa vida que façam eu gostar menos desse puta ator que a terra da Rainha nos deu.

Não menos importante, na versão de 78 temos a deusa divina Jamie Lee Curtis como Laurie, irmã de Myers. No remake de Zombie, Laurie é interpretada pela fofa e meiga Scout Taylor-Compton. Se tratando do roteiro, claro que Zombie o adaptou para sua versão, afinal, não faria sentido ser um remake exatamente igual ao original.

Mas o que chama muito a atenção, é como Zombie transformou Myers em um ogro lutador da WWE, um dos pontos que incomodaram demais os amantes da franquia. É aquela coisa, ele nunca morre, mas dessa vez a galera vai ter que chamar o Capitão Nascimento pra ajudar, e faca na caveira! Melhor, umas 100 facas versão Itu pra pegar o gigante Micholzinho (adorei chamar ele assim).

Não estendendo mais, vale a pena assistir pra tirar suas próprias conclusões, e se tiver na pegada, Zombie também regravou o segundo filme, o que foi mais ainda massacrado pela crítica, por acrescentar muitos personagens e dar uma “viajada” em algumas cenas. Sinceramente, como fã do cara, eu gosto bastante desse remake.

Dentre tantos outros horríveis que vemos por aí, nem podemos comparar ou diminuir o trampo de Zombie nessa produção. Prepara o coração e a tendinite nos braços de tanto cobrir os olhos, porque o que mais tem nesse filme é sangue e chacina. Mas é exatamente isso que a gente, horrorlovers mais amamos, não é mesmo?!

Agora é com vocês, meus monstrinhos! Montem a programação pro dia 31 e não esqueçam de colocar esse remake pra assistir.

Um ótimo Halloween pra todos nós. E não se esqueça: tranque bem as portas, fechem as janelas porque Michael Myers sempre volta!

Halloween 2018 já está nos cinemas de todo o país

Bruna Galvanese

Bruna Galvanese tem 30 anos e é formada em comunicação social, porém prefere conversar com sua gata "Eleven" e seus posters de filmes de terror.
Casada, feminista, tatuada, intolerante a lactose, ex obesa, apaixonada por doce de leite mesmo que vomite tudo depois e pelo Santos Futebol Clube.

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