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Babadook dook dook: Sim! O bicho papão existe!

Esse filme me surpreendeu positivamente e eu não esperava nadica de nada dele

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Acredito que nós, seres humanos, sempre teremos algum bicho papão que nos atormenta e nos faz tremer as pernas (no meu caso são ratos, odeio ratos. Prefiro ver o demônio do que ver ratos). Agora de verdade, começando a falar um pouco sobre a produção…

É americano? Não. É europeu? Também não. Já sei! É aquele terror maluco oriental que deixa a gente dias sem dormir? Errou mais uma vez. O filme é uma produção australiana e canadense, e pra me deixar mais orgulhosa, foi dirigido e escrito por uma mulher, Jennifer Kent, que já estreou com tudo nesse treco doido chamado sétima arte.

Jennifer Kent – diretora e roteirista de Babadook

Para quem se interessar, o filme foi baseado em um curta intitulado Monster, também de Kent. E pra quem curte uma fofoca, curiosidade ou um João Kleber, Babadook é um anagrama para “Bad Book” (que você, migo lindo, vai entender quando ver esse fantástico filme). Bem, já falei demais. Vamos conhecer um pouco da história.

O filme já começa deprê. Então, esconda a faca e não escute Radiohead antes de assistir. Temos 2 atores principais nesse longa, a mãe, Amélia, viúva, sofrida e mega protetora com seu filho meio perturbadinho, Samuel. Em seus primeiros minutos acompanhamos essa triste família que perdeu a figura paterna em um acidente de carro, e tudo começa a ficar mais estranho quando Samuel pede para sua mãe ler Senhor Babadook pra ele antes de dormir. Pronto! A tabua ouija já foi mexida e libertado o amigão.

Será que vai dar ruim?

Muitas coisas me chamaram a atenção nesse filme, como os cortes secos. Geralmente terror leva tudo para uma intensidade máxima, mas nessa produção vemos o contrário, parece que o tempo dos nossos personagens é diferente do nosso. Tem uma fotografia impecável, palmas e muitas palmas para a galera do pós produção.

Mas o que mais mexeu comigo é que não se trata de um filme de terror, a impressão que me passa é que o monstro foi criado para lidar com a dor, com a perda. Talvez Babadook seja a personificação de depressão, de tristeza, de luto. Talvez Amelia tenha-se sentido impotente, e foi alimentando cada vez mais o medo de Samuel. É uma batalha mesmo, entre o normal e o fantástico. As atuações são muito boas e intensas, e você acaba ficando com pena de Samuel e Amelia.

Babadook me ensinou muitas coisas, me mostrou que as pessoas também possuem seus demônios internos, e seja lá qual forma ele possa ter. Os filmes de terror, além de tudo, terminam com um ensinamento e um quê de queria mais.

Agora é com vocês, quais são seus monstros internos, hein?!

Bruna Galvanese

Bruna Galvanese tem 30 anos e é formada em comunicação social, porém prefere conversar com sua gata "Eleven" e seus posters de filmes de terror.
Casada, feminista, tatuada, intolerante a lactose, ex obesa, apaixonada por doce de leite mesmo que vomite tudo depois e pelo Santos Futebol Clube.

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