Documentário que narra a trajetória do Sepultura estreia no Brasil


O longa tem recebido ótimas críticas e, segundo o diretor Otavio Juliano, até quem não conhecia a banda se encantou com a história deles.




O Sepultura, grupo de heavy metal brasileiro de maior destaque internacional, acaba de ganhar um documentário. ‘Sepultura Endurance’, longa-metragem dirigido por Otávio Juliano, celebra os 30 anos de trabalho da banda e retrata sua trajetória por meio de imagens de arquivos de shows, bastidores e momentos pessoais dos integrantes.

Além desse material e dos depoimentos dos músicos, o documentário apresenta falas de importantes figuras do metal mundial, como Lars Ulrich, baterista do Metallica, David Ellefson, baixista do Megadeth, Phil Campbell, baixista do Motorhead, Socott Ian, guitarrista do Anthrax, Corey Taylor, vocalista do Slipknot, e Phil Anselmo, vocalista das bandas Pantera e Down.

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30 anos de estrada

O Sepultura existe há 32 anos e passou por seis formações diferentes. Chegou àquilo que toda banda sonha, o reconhecimento internacional. Foi o primeiro grupo brasileiro a conseguir este feito com tamanha repercussão.

Sem novela

As brigas entre os fundadores da banda e a saída dos irmãos Cavalera não são foco da produção. Em entrevista ao site GQ, Andreas Kisser – guitarrista da banda desde 1987 – disse que o documentário capturou o que o Sepultura realmente é, ao invés de ficar naquela novela mexicana de sempre.

A intenção não era lavar roupa suja ou provar quem está certo. Só mostrar porque estamos aqui hoje”, explica.

Sepultura Endurance

A ideia do filme surgiu para suprir dois desejos. O da banda, de registrar a sua história, e do produtor Otavio Juliano, que procurava por um desafio como documentarista. O lançamento mundial aconteceu em Los Angeles, no dia 21 de maio. No Brasil, o longa estreou no dia 14 de junho e está sendo exibido em algumas salas de cinema.

O desafio do documentarista

Conversamos hoje cedo com o diretor Otavio Juliano. Ele nos contou que procurou a banda e propôs a produção do documentário.

Procuramos a banda, tinha acabado o ‘A Árvore da Música’, premiado documentário longa. Mostrei o filme para eles, eles gostaram, e começamos a produção.”, contou.

A ideia de criar o longa surgiu há oito anos. Foram sete anos de filmagens. Em tom de brincadeira, Otavio disse que tinha prometido pra si mesmo, e para sua produtora, Luciana Ferraz, não passar tanto tempo produzindo um filme.

Quando terminamos o ‘Árvore’, uma produção de 3 anos, disse para a produtora Luciana Ferraz: “nunca mais quero passar tanto tempo fazendo um filme”… bom lá se vão 7 anos.”, brincou.

Além do esperado

Fazer um documentário nacional, sobre grupos daqui, não é um trabalho fácil. Ainda mais quando o tema é uma banda de Rock. Otavio contou a resposta do público tem sito muito boa e que o documentário alcançou até quem não era fã do Sepultura.

A resposta tem sido ótima, de fãs e de quem não conhecia a banda e se encantou com a história deles. É uma sensação boa, de dever cumprido. Este é um documentário nacional, um gênero que não tem alcance grande de público. Fico feliz com o alcance que o filme vem tendo.”, completou.

Sobre o Sepultura

A banda surgiu em 1984 e alcançou sucesso mundial na década de 1990 com os discos ‘Arise‘ e ‘Chaos A.D.‘ A mistura entre death metal e trash metal, com traços de música indígena, africana e japonesa, elevou o grupo à posição de melhor banda nacional de todos os tempos e a de maior repercussão no mundo.


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