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Sesc Pompeia recebe peça no feriado prolongado

Preto Valor de Uso Foto: Ligia Jardim
Preto Valor de Uso Foto: Ligia Jardim

Peça fica em cartaz até dezembro

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Peça "Três Pretos: Valor de uso"

Preço: A partir de R$7,50 | comprar ingressos |
Data: 15/nov - 01/dez
Horário: Quintas, Sextas e Sábados às 21h; Domingo e feriados às 18h

SESC Pompeia
R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo - SP
Transporte público:
| como chegar | confirmar presença |

A nova criação da Sociedade Abolicionista de Teatro“Três Pretos: Valor de uso”, com direção de Jose Fernando Peixoto de Azevedo estreia no feriado de 15 de novembro no Sesc Pompeia, ficando em cartaz até 1º de dezembro no Teatro da unidade. A peça integra o projeto de mesmo nome que, desde setembro, trouxe para o local debates acerca de obras produzidas por autoras e autores negros por meio da atividade Pensamento Negro Brasileiro. Além desses encontros, o projeto também englobou uma residência artística imersiva, paralela ao processo de produção do espetáculo

A peça remete ao valor como base para a crítica das formas de alienação da vida. Na modernidade, ou, da perspectiva da colônia, preto tem sido reduzido a um valor de troca: o preto escravo, o preto café, o preto petróleo: três fontes de energia e de valor; três tempos de um mundo que avança produzindo ruínas.

A associação preto-escravo-café foi a base do impulso industrial brasileiro e a fonte de energia das longas jornadas para o trabalho livre da Europa. Hoje, o preto-energia-petróleo é a base energética da acumulação capitalista moderna e suas disputas sobre territórios e corpos. A carne (o escravizado), o pó (o café), o sangue (o petróleo): ao mesmo tempo que a marcha cronológica do progresso força o esquecimento da energia primitiva, os equivalentes funcionais da energia preta desvelam a violência perene em torno do preto que “satisfaz”. Em cena, um dispositivo pretende fazer com que essas temporalidades atravessem o jogo, produzindo corpos e sujeitos.

DIVULGAÇÃO

SINOPSE

Num território conflagrado por lutas milicianas, desertores cavam em busca de um “mar de águas pretas”, fonte de uma riqueza sem fim que traria a todos a “libertação final. A escavação converte-se em espera, e a espera se revela um tempo atravessado por demandas de reparação e salvação, demandas para as quais as tentativas de realização resultam em continuidade e aprofundamento da guerra e suas carnificinas.

Paula Prata

Estudante de comunicação social com foco em Jornalismo, redatora, apaixonada por musicais, teatro, música, cinema, TV e cultura pop em geral.

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