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Pinacoteca celebra obras de arte de mulheres latino-americanas

Mulheres Radicais aborda uma lacuna na história da arte ao dar visibilidade à surpreendente produção, realizada entre 1960 e 1985, dessas mulheres residentes em países da América Latina, além de latinas e chicanas nascidas nos Estados Unidos.

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Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985

Preço: A partir de R$6,00. Aos Sábados a entrada é gratuita.
Data: 18/ago - 19/nov
Horário: Quarta-Feira a Segunda-Feira, das 10h00 às 17h30 – com permanência até às 18h00

Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 2 - Luz, São Paulo - SP
Transporte público:
| como chegar | confirmar presença |

A Pinacoteca de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo apresenta a grande exposição coletiva Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960-1985 no primeiro andar do prédio da Pinacoteca. Quinze países estarão representados por cerca de 120 artistas, reunindo mais de 280 trabalhos em fotografia, vídeo, pintura e outros suportes.

Mulheres Radicais aborda uma lacuna na história da arte ao dar visibilidade à surpreendente produção, realizada entre 1960 e 1985, dessas mulheres residentes em países da América Latina, além de latinas e chicanas nascidas nos Estados Unidos. Entre elas, constam na mostra algumas das artistas mais influentes do século XX — como Lygia Pape, Cecilia Vicuña, Ana Mendieta, Anna Maria Maiolino, Beatriz Gonzalez e Marta Minujín — ao lado de nomes menos conhecidos — como a artista mexicana Maria Eugenia Chellet, a escultora colombiana Feliza Bursztyn e as brasileiras Leticia Parente, uma das pioneiras da vídeoarte, e Teresinha Soares, escultora e pintora mineira que vem recebendo atenção internacional recentemente.

Durante o período retratado na exposição as artistas pioneiras partiram da noção do corpo como um campo político e embarcaram em investigações radicais e poéticas para desafiar as classificações dominantes e os cânones da arte estabelecida na época, isso abriu novos caminhos nos campos da fotografia, da pintura, da performance, do vídeo e da arte conceitual. A abordagem das artistas latino-americanas foi uma forma de enfrentar a densa atmosfera política e social de um período fortemente marcado pelo poder patriarcal (nos Estados Unidos) e pelas atrocidades das ditaduras apoiadas por aquele país (na América Central e do Sul), que reprimiram esses corpos, sobretudo os das mulheres, resultando em trabalhos que denunciavam a violência social, cultural e política da época.

Além da exposição, a Pinacoteca vai disponibilizar um curso de História da arte com a temática “Artistas mulheres: uma história da arte no Brasil” e também um encontro para formação de professores com lançamento de um material de apoio à prática pedagógica. A lista de eventos e artistas participantes da exposição pode ser conferida no site da Pinacoteca São Paulo.

 

Paula Prata

Estudante de comunicação social com foco em Jornalismo, redatora, apaixonada por musicais, teatro, música, cinema, TV e cultura pop em geral.

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