Últimos dias para conferir a mostra Caligrapixo na Maluf Art Gallery


A mostra Caligrapixo: Da Rua ao Ateliê propõe um debate sobre a arte como comunicação. Ficará em cartaz na Maluf Art Gallery até o dia 19 de outubro


Foto de uma das obras de Caligrapixo expostas na Maluf Art Gallery

Caligrafia e Pixo. Uma mistura entre pichação, neste caso, pixação, com X, e arte abstrata. É mais ou menos assim que se pode definir a mostra Caligrapixo: Da Rua ao Ateliê, em cartaz na Galeria Luis Maluf até o dia 19 deste mês. O ‘Mais ou menos’ é porque talvez este trabalho não se deixe definir, de forma única. Fazendo um adendo ao artigo, o termo Pixação, com X, se refere ao movimento exclusivamente paulistano de intervenção urbana que surgiu no começo dos anos 1980.

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Esta exposição busca uma abertura ao diálogo sobre a arte como forma de comunicação. Para isso, de forma inteligente e imparcial, o artista traz elementos da rua, e os compila de forma consciente e artística, dentro de seu ateliê de trabalho. Como resultado surgem obras incríveis, criadas com base na tipologia das pichações, presentes no cenário urbano paulistano.

A Tipografia da Pixação

De bater o olho a gente já reconhece a letra de uma pixação. Estão por toda a parte. Nos prédios, nas pontes, nos muros. O trabalho de intervenção urbana realizado por Caligrapixo, nas ruas, surge de um detalhado estudo sobre essa tipografia. Suas pesquisas resultaram em quatro alfabetos, bem distintos das letras vistas nas ruas, por serem muito estilizados. Ainda assim, são alfabetos que trazem consigo a essência da tipografia da pixação.

Segundo Caligrapixo, a junção dessas tipografias em um emaranhado de palavras se transforma em uma coleção de pinturas abstratas.

Toda essa pesquisa culminou em um trabalho onde a tipografia quando esta toda junta, em um emaranhado de palavras, acaba se tornando algo totalmente diferente. Essas tipografias se desdobram e se transformam em pinturas abstratas”, comenta Caligrapixo.

Ainda segundo o artista, essa exposição é resultado de sua vontade em experimentar outras formas de trabalhar a arte do picho. Algo que fosse além das ruas, e dos muros. Ao trazer as letras para as obras expostas na galeria, Caligrapixo instiga os observadores a decifrarem as palavras escritas nas peças.

Pixação exposta em uma galeria

Interessante é também a forma como Caligrapixo, e o curador Marc Pottier trouxeram o conceito da pixação para dentro da Galeria Maluf. Nas ruas, o artista procura trabalhar com cores mais neutras, como o preto, o branco e o cinza. Cores que, segundo ele, traduzem melhor a personalidade acinzentada da metrópole. Essa exposição tenta quebrar essa monocromia, ao introduzir cores aos elementos. Seria uma forma de contrastar a concepção artística com a poeira e poluição de São Paulo.

Quem for à mostra de Caligrapixo verá, logo na entrada, painéis de metal, ou de madeira, com intervenções externas. Um jogo de espelhos traz a rua para dentro da galeria, para reforçar a impressão da rua, como ambiente primário. Alguns quadros do artista também estarão expostos.

A mostra Caligrapixo: Da Rua ao Ateliê está em cartaz desde o dia 23 de setembro. Você ainda pode conferir a exposição, até o dia 19 de outubro. A entrada é gratuita, de segunda a sexta, das 11h às 20h.

Caligrapixo: Da Rua ao Ateliê
Quando: Até 19 de outubro
Horário: Segunda a sexta-feira das 11h às 20h
Onde: Maluf Art Gallery
Endereço: Rua Peixoto Gomide, 1887 – Jardim Paulista
Ingressos: #VáDeGraça


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