Marcelo Galvão dirige O Matador, primeiro filme brasileiro da Netflix


O Matador, filme 100% nacional da Netflix, falará sobre o cangaço com base em fatos reais, com base na obra O Cabeleira, do escritor Franklin Távola


Foto do diretor Marcelo Galvão segurando uma filmadora

O Matador, filme 100% nacional, produzido pelo Netflix, falará sobre o cangaço inspirado em fatos reais, tomando como base a obra O Cabeleira, do escritor Franklin Távola.

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Para a alegria de muitos, e revolta de muitos outros, o Netflix, maior serviço de streaming de vídeos do mundo, resolveu investir pesado na produção original de séries e filmes. Os fanáticos pelos bons seriados estão nas nuvens com os novos lançamentos, como o fenômeno Stranger Things e The Get Down, que chega às telas dos assinantes no dia 12 de agosto.

Aproveitando a onda das produções próprias, e seguindo o bom engajamento que elas têm alcançado junto ao público, incluindo o público do Brasil, o Netflix anunciou o lançamento do primeiro longa brasileiro. A produção original contará com a direção de Marcelo Galvão, e terá um elenco multinacional, composto, inclusive, por alguns atores residentes no local em que se passará a trama.

O ator português Diogo Morgado será o protagonista da história, e trabalhará com Marat Descarte, Nill Marcondes, Deto Montenegro, Maria de Medeiros, Etienne Chicot, ator de O Código Da Vinci, e Mel Lisboa. Embora seja um filme sobre o cangaço, o Netflix prefere descrevê-lo como um filme de faroeste pernambucano.

Um filme sobre o Nordeste

O Matador é um filme de faroeste, ou melhor, é um filme sobre o cangaço, ambientado em Pernambuco, e apresenta personagens muito ligados à cultura nacional, e principalmente nordestina. A história, que se passa entre os anos de 1910 e 1940, mostra a rotina do matador Cabeleira, criado pelo cangaceiro local Sete Orelhas.

Para dar uma dose extra de ansiedade ao público brasileiro, O Matador é baseado na literatura regional, ao remontar a historia do livro O Cabeleira, de Franklin Távora, publicado em 1876. O livro, por sua vez, apoia a personagem Cabeleira nas histórias reais de José Gomes, considerado por muitos como o precursor do cangaço.

O Cabeleira de Távola

Franklin Távola escreveu sobre Cabeleira quase um século após a morte do cangaceiro. No romance de Távola o vilão de 22 anos aterroriza os povoados pernambucanos, ao lado de seu pai, Joaquim Gomes. O livro conta a saga dos cangaceiros desde os pequenos saques até o dia em que decidem atacar a capital, Recife.

O livro de Franklin já havia servido de inspiração para uma produção cinematográfica. Foi em 1962, em um filme dirigido por Milton Amaral. Em 2008 a história ganhou uma versão em quadrinhos, criada por Hiroshi Maeda, Leandro Assis e Allan Alex. O Cabeleira é de domínio público, o que o torna bem acessível às produções que pretendem economizar com direitos autorais. A propósito, vamos deixar um link para que você possa acessar gratuitamente o livro O Cabeleira aqui.

O Cabeleira do Netflix

O Netflix tem uma grande preocupação em apresentar suas produções regionais da forma correta ao público local. E esse é um dos motivos que levaram o enredo a algumas modificações relevantes. Em O Matador, a história se passa no início do século 20, isso porque nesta época várias construções já faziam parte do cenário escolhido para as gravações. A história também sofrerá modificações, e será adaptada ao padrão cinematográfico, ao colocar Cabeleira frente a Monsieur Blanchard, um tirano que governa Recife.

Além das fronteiras

O Matador levará a cultura nordestina do brasil para mais de 190 países. O filme começa a ser gravado agora no mês de agosto, e embora não haja uma data marcada para a tão esperada estreia, estima-se que o filme chegue ao catálogo Netflix no segundo semestre de 2017.


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